O texto de hoje foi escrito por Glen Long, instrutor de escrita criativa. Confira o artigo no idioma original no Write to Done.
Autor: Diogo Ruan Orta (Página 8 de 9)
Diogo Ruan Orta é um leitor fanático. Detesta redes sociais e vive em rigorosa dieta de informação desde que concluiu que há pouquíssima vida inteligente no mundo virtual. Antissocial, acredita ter meia dúzia de amigos verdadeiros – destes, dois vivem sob o mesmo teto que ele. Não tem pretensões de se tornar escritor (no Brasil? Que piada!), mas sente que escrever é seu carma e uma forma saudável de dar vazão aos seus instintos psicopatas.
Todos gostam de conhecer os hábitos de trabalho de seus escritores prediletos. Será que eles escrevem todos os dias? Como conciliam a escrita com a loucura do cotidiano? Quais são seus rituais? De onde tiram inspiração?
Quanto mais famoso ou premiado o autor, maior é a curiosidade. Para o leitor que também é um escritor em formação, a dúvida é até mesmo angustiante. Afinal, qual é o segredo de tanto sucesso?
O texto de hoje foi escrito por Leo Babauta. Confira o artigo no idioma original no Write to Done.
O andrógeno abriu a porta e mal me encarou. Tinha no rosto a perfeita expressão do tédio. “Bem-vindo, senhor”, disse num muxoxo. Senti que não se importava se eu o havia escutado ou não. Largado perto de uma caixa registradora, outro moleque, metido no mesmo pavoroso uniforme cinza. Da meia dúzia de condenados do lugar, este se destacava pelos cabelos rentes, estilo milico, e pelos olhos roxos que me intimavam a comprar algo.
O escritor é um mentiroso honesto. Profundo? Não fui eu quem disse isso, mas sim Pep Bras, um autor espanhol com mais de 20 livros publicados.
Essa é uma frase muito boa e tem tudo a ver com quem tira seu sustento da ficção. Mas não é disso que quero falar. Fiquei pensando: que mentiras escritores contam para si mesmos, principalmente os iniciantes?
Olá, eu sou Diogo Ruan Orta, aquele sem noção lá da coluna Lero-lero. Antes de qualquer coisa, não, o T. K. Pereira não pendurou o capuz – o inocente que quer ser escritor no Brasil ainda é o Escriba Encapuzado. Ele só me pediu que ajudasse a cuidar do seu site por um tempo.
Eu deveria saber que o T. K. não me chamaria pra escrever aqui a troco de nada. Bom, pensei em publicar mais do meu papo furado, mas o chefe (gostou dessa, do capuz?) insistiu para que eu escrevesse algo útil de vez em quando. Ainda que isso seja totalmente contra as minhas cláusulas contratuais, vou quebrar esse tronco e tentar manter isso aqui interessante para quem também quer ser escritor.